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segunda-feira, 2 de março de 2009

Isto e aquilo

" (...)
São duas coisas diterentes. Isto significa tudo aquilo que não está do lado de
lá. Aquilo significa tudo o que não está do lado de cá. Isto é o que está ao
alcance do corpo e aquilo o que não está. Mas também há um ponto no
espaço a partir do qual isto e aquilo começam a ser a mesma coisa: quando
nos aproximamos. Quando nos aproximamos do ponto de convergëncia entre
o antes e o depois. Ou quando, aproximando-se, os seres se encontram:
quando para uns e outros isto exprime não só ideia da mesma coisa, mas
ainda a do mesmo lugar, do mesmo campo, da mesma proximidade. Isto
indica-lhes as coisas no lugar de encontro, no espaço do corpo, aquilo indicalhes
as que estão de fora, as que estão mais longe. Isto, de facto, marca o
ponto. o objecto do nosso comum encontro, o que temos em frente dos
olhos num espaço íntimo do corpo. com isto que a ideia se situa e se
alimenta, com o que se encontra dentro de certos limites, no espaço das
coisas mais próximas, ao alcance de todos os sentidos, com o saber do
corpo. É daí que, seguindo a ideia, o corpo empreende suas viagens: desse
ponto de referência, o ponto mais importante das suas coordenadas, o mais


valioso padrão das suas medidas. Isto indica não só as proximidades do
corpo, mas ainda as coisas em cujo contexto ele age e a partir do qual actua,
as coisas em função das quais se orientará ao mover-se para novo contexto,
para outro lugar. Isto é aquilo que está no ponto de convergência dos olhos, a
coisa que se pode enquadrar entre as palmas da mão: a essa distância
pálpável, e não mais. Isto é feito de corpo e espírito. É animado de saber e
intenção. É o corpo da ideia: isto é o corpo que amarra a ideia ao lugar onde
o nosso ser se encontra. Só depois de a vermos assim amarrada a podemos
deixar partir sem que ela se perca. Interessa ao nosso corpo ter as coisas
importantes ao alcance dos olhos, que o transportam, mas também lhe
interessa poder senti-las: senti-las, aqui, enquanto as vê ao longe.
Isto e aquilo são padrões de proximidade ou distância. O Homem move-se
transportando consigo, permanentemente, estas duas coordenadas. Sente na
proximidade das coisas, por contacto directo ou quase. Mas também pode
sentir na distância, cobrindo o espaço que o separa delas, imaginando,
reduzindo a distância, tornando virtual a proximidade das coisas, como no
cinema. Na proximidade, isto que eu sinto é a medida da relação íntima que
mantenho com as coisas. É estar com elas. É o modo lento ou apressado de
sentir a sua presença num tempo presente, que pode estender-se, dilatar-se,
se não houver mudança. Mas como o meu modo natural de estar no mundo é
a mudança, até porque as coisas mudam com frequência, o único modo que
eu tenho de não perder as coordenadas é essa forma de sentir em
permanência, de estar aqui, de sentir isto que sinto, situando-me num
presente contínuo, irredutível: um presente que me permite sentir o que já
senti, o que ficou para trás, e ao mesmo tempo aquilo que vou sentir quando
o corpo cobrir toda a distância que me separa daquilo que irei alcançar.
Aquilo que vejo é aquilo que estou sentindo e sentirei enquanto se mantiver
o contacto.
No caminho que percorro, na pista que eu sigo, entram os meus olhos em
contacto com aquilo que avisto, ao captarem um simples reflexo. Esperada
ou não, essa informação potencial contida num raio de luz projecta-se na
retina. A partir daí, já poderá ser lida e interpretada. A partir daí essa
informação será seleccionada e codificada. Primeiro vejo manchas de luz e
zonas de sombra. Apercebo-me logo que ambas as coisas estão
relacionadas. Aquilo que primeiro vejo é um conjunto indefinido que contém
algo que talvez me interesse. Adapto os olhos a essa massa informe,
filtrando-lhe o ruído. Quer isso dizer que a expurgo de todos os parasitas, de
tudo o que vem em excesso em relação ao sinal que nela procuro. Nessa
massa informe, começo por detectar certas estruturas lineares, certos traços
salientes. A partir da textura ainda mal definida desse corpo posso já
identificar uma forma que se esboça, os pontos de junção dos volumes que
nela se articulam, numa avaliação genérica. Procedo então à extracção dos
elementos característicos da imagem desse corpo, a um pontear dos seus
limites, a traçar linhas de vales e cristas, a precisar os seus contornos. Sem
mesmo estar consciente do que estou a fazer – todas essas operações são
rápidas demais para estar ciente disso – defino mecanicamente
probabilidades, começo a criar as primeiras condições de leitura. Registo a
forma das zonas de luz e sombra, calculo a orientação espacial do objecto,


integro perfis no traçado das periferias e no preenchimento das zonas
indefinidas. Procedo assim ao traçado ideal de uma «superfície de
interrogação», que avalia a superfície avistada, que se cola a ela e lhe segue
o desenho das curvas. Foca-se essa imagem. Arruma-se. Define-se a sua
geometria e a sua constância. Começa a ressaltar um modelo de
continuidades e descontinuidades, que a caracterizam. Hipóteses surgem,
similaridades. Manifestam-se indícios de cor. Melhora a resolução. Entra
cada um dos olhos em confronto, numa rivalidade competitiva de ajustes e
desajustes. A imagem surge em três dimensões, em pleno relevo. E tudo se
passa «como por magia».
Esboça-se a cena. Estabelece-se uma relação imagem-cena. Modela-se
essa relação com zonas circundantes, com outras imagens ou cenas.
Introduz-se elementos ausentes. Reduz-se a ambiguidade de certas formas a
partir de certos relexos. Segue-se os movimentos da coisa. Os olhos
perseguem-na e o corpo também. Acompanham as suas translacções, as
suas rotações, as suas mudanças de escala. Estimam os seus movimentos,
a sua direcção e velocidade. Seguem-na. Exploram a topogrfia circundante,
aproximando-se dela (ou evitando-a). Perfilam e interpretam os seus gestos.
Segmentam e identificam o seu rosto, registando os seus traços, começando
a torná-la reconhecível. Extraem dele determinados parâmetros. Avaliam-lhe
as expressões, iniciando um diálogo sem palavras. Convergindo ambos os
olhos no centro da imagem, .perfilam o carácter da personagem, começam a
adivinhar-lhe as intenções.
Mal avistamos um objecto, ao mais primário, ao mais baixo da visão,
começamos a reconstruir a imagem original, o padrão retiniano, num trajecto
de baixo para cima (bottom-up), segundo o fluxo das informações (datadriven).
Ao manifestar-se, a representação começa por agir impunemente,
em bruto. Se fôr desprezível, extingue-se. Se algo de notável nela se revelar,
o sistema é activado e logo um feed-back proveniente dos níveis superiores
(top-down) terá lugar: basta que certas espectativas funcionais do sistema
levem a corrigir as opções primárias, a seguir outra lógica (theory driven).
Todas estas matérias da visão são objecto de intensa pesquisa em
departamentos especializados de centros de investagação de universidades
de todo o mundo, desde os anos oitenta do século passado. Conduzem a
descobertas inovadoras e fundamentais, com reflexos em múltiplos domínios.
Mas levam também a relações “perversas“, como as que se tecem entre
visão humana e robótica, entre ideia justa e imagem reproduzida. (...)"

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideia


Cá prá nós, se as pessoas entendessem o significado disso e daquilo não precisariam mirar-se nas várias dicas para se manter uma relação.
Resultado de pesquisa no google para como salvar relação

Resposta 1:

As quatro primeiras são: 1. Adotem uma definição duradoura do amor; 2. Comemorem as diferenças; 3. Façam sexo pra valer; 4. Encontrem a libertação através do compromisso. É o que chamo de “necessidades compartilhadas”. As outras são: 5. Acreditem em algo mais importante do que vocês mesmos; 6. Abram mão dos hábitos e vícios; 7. Perdoem e digam “obrigado”; 8. Brinquem. Essas eu chamo de “escolhas compartilhadas”.

Resposta 2:

1. manter o diálogo2. desenvolver alguma atividade junto com o companheiro (a)3. aprender a rir dos próprios defeitos e dos defeitos do outro4. manter rituais familiares5. preservar os momentos de intimidade6. ter um espaço individual7. ter um espaço de acordo mútuo8. cultivar o riso na família9. manter a cumplicidade no olhar10. ter planos para a vida do casal

Resposta 4:

No casamento é costume um querer moldar o outro para satisfazer seus próprios sonhos, desejos e carências. Daí que quando o outro não corresponde às expectativas, passa-se à luta inglória de tentar modificá-lo, surgindo assim, conflitos, e facilmente colocando um fim no casamento.A solução é ambos, ou pelo menos um, entender que cada um é uma individualidade, cada um tem seu tempo, sua história, sua herança familiar, sua aptidão, seus próprios interesses, que não são necessariamente os mesmos de muita gente. O ideal seria, antes do casamento, conversar sinceramente sobre as afinidades. E daí optar por viver, ou não, com uma pessoa com quem não tem muitos interesses em comum.

Resposta 5:

1.Busque compreender: Inevitavelmente, haverá momentos nos quais você simplesmente não poderá decifrar o que seu parceiro deseja. Dedique tempo para ver as coisas do ponto de vista do seu cônjuge.2.Honre seus votos matrimoniais: Dar valor a seus votos matrimoniais cria uma sensação de segurança. E lembre-se da regra de ouro – trate os demais como deseja ser tratado.3.Lembre-se da pessoa pela qual você se apaixonou: As dificuldades chegarão, sem dúvida. Assim, é importante que possam rir e fazer brincadeiras juntos e aproveitar a companhia mútua. Isto ajudará a ter presente as características essenciais pelas quais se apaixonou no início.4.Ame aquele que está com você: Cultive o senso do agradecimento. Ninguém é perfeito, e aprender a aceitar e amar alguém com falhas é algo maravilhoso.5.Confiem um no outro: Compartilhem suas metas, pensamentos e sonhos. Construir confiança e incentivar o trabalho em equipe os ajudará a enfrentar qualquer obstáculo que possa surgir.6.Além das palavras: É muito bom expressar com palavras o que sentem; mas, como todos sabemos, às vezes as ações dizem mais. Mantenham a chama do romance viva, e demonstre a seu cônjuge que você o/a ama.7.Mantenham o senso do humor: Dizem que o sorriso é um remédio infalível e é importante não levar as coisas tão a sério. Geralmente é mais fácil – e mais divertido – rir das coisas.

Resposta 6:

Manter namorado. Manter Namoro. Dicas para manter namorado
1. Viva o Presente.
Não faço planos a longo prazo logo nas primeiras semanas de namoro. Até para nenhum se sentir pressionado. Planeje programas no máximo para hoje, para amanhã, para o próximo final de semana. Surpreenda seu namorado com passeios rápidos e diferentes. E nem precisa ir tão longe. Com certeza há vários lugares em sua cidade que podem propiciar um romântico passeio e render vários beijos gostosos e reais
2. Elogie o seu namorado sempre que possível.
Aproveite e encha seu namorado de frases do tipo: “Que camisa linda”, “Adoro seus olhos”… Essas declarações valem ouro. Todo mundo gosta de ser valorizado e que os outros notem suas qualidades (principalmente se os elogios partirem da amada). Quando você diz que admira alguma coisa nele, está dizendo que está apaixonada sem precisar da frase solene “eu te amo”, que, às vezes, faz o clima ficar um pouco pesado. Mas só valem elogios sinceros.3. Cuide da sua aparência e se aprimore para ele.
A aparência é importante. Não é porque você já o conquistou que vai relaxar. Mas a aparência não é tudo! Não é preciso se enfeitar demais em todas as ocasiões. Para sair no sábado à noite, por exemplo, tudo bem usar uma roupa especial ou um perfume delicioso. Mas, nos outros dias, jeans e tênis é um jeito simples e legal de ficar bonita. Nunca se esqueça que os cuidados vão além do que você vê no espelho. Procure ser uma pessoa interessante, cheia de novidades e assuntos legais para conversar. A sua personalidade conta mais pontos do que um pescoço cheiroso ou um vestido cravejado de diamantes.

Resposta 7:

Passos
1) Mantenha sempre um diálogo aberto com o seu parceiro (a), sejam bons amigos, confidentes e conversem sobre os mais variados assuntos;
2) Sempre que der planejem viagens a dois, nem que seja apenas por uma noite ou um final de semana. Isso ajudará na renovação do relacionamento, pois coisas novas acontecerão; lugares novos serão descobertos.
3) De vez em quando dê um presentinho ao seu amado (a), mesmo que não seja nenhuma data comemorativa. Quem recebe o presente se sente importante mesmo que o presente seja singelo, como uma flor ou uma foto do casal.
4) Invista nos passeios que vocês possam fazer juntos e passar horas se curtindo, sem pressa e sem pessoas os incomodando;
5) De vez em quando faça bilhetinhos com juras de amor. Isso é uma prova de que o amor de vocês continua intenso;
6) Façam coisas novas na cama, inovem sempre e não deixem que a rotina tome conta deste tempero que é tão importante para as relações amorosas;
7) Prepare um CD com as músicas que marcaram e marcam a relação e dê como presente em um jantar íntimo coloque as músicas relembrem-se de todos os bons momentos que viveram juntos.
8) Flerte sempre com o seu parceiro (a), finja que vocês acabaram de se conhecer e relembre os tempos de início de namoro. A conquista deve ser eterna.
9) Não tenha medo de demonstrar o que sente pelo outro, seja sincero com você mesmo.
10) De vez em quando, mesmo que o seu parceiro (a) goste de algo que não lhe agrada, faça o gosto dele (a).
Importante
Abuse da sua criatividade e evite que seu relacionamento caia na rotina.

Resposta 8:

Existe alguma dieta especificamente benéfica para o coração?
A mediterrânea é a principal dieta que está associada ao efeito cardioprotetor. São pratos ricos em vegetais, legumes, frutas, e peixes (pobre em carnes), que levam azeite. Esse tipo de alimentação também reduz a gordura no sangue. Em estudos, verificou-se uma redução de 73% do risco de novos eventos cardíacos no grupo que seguiu a dieta.
O que o livro sugere em relação às atividades físicas?
O ideal é praticar exercícios cinco vezes na semana, pelo menos 30 minutos por dia. Para a pessoa não ser considerada sedentária, deve fazer atividade no mínimo três vezes na semana. Após os exercícios, a bebida ideal para repor a água e o potássio perdidos é a água de coco – melhor que os isotônicos, pois é natural e tem menos calorias. Mas a carne do coco tem alto teor de gordura saturada, então deve ser evitada.
Praticar atividade física em jejum pode interferir no resultado?
Não. E não é aconselhado pois a pessoa pode vir a ter uma hipoglicemia.
Caminhar é um bom exercício?
É um dos exercícios mais completos e pode ser realizado com tranqüilidade e em qualquer idade. Além disso, quando praticado ao ar livre faz bem também para a cabeça.


Resposta 9:

Em casa, você as vezes sente que está cansada e falar sozinha? Analise a relação com o parceiro e veja o que atravanca a conversa, e se esforce para que a comunicação passe a fluir melhor. A terapeuta de casais Lana Harari ensina algumas estratégias para se fazer ouvir. Confira: 1. Antes de fazer uma queixa ou um pedido ao parceiro, observe seus sentimentos e suas ideias. Procure identificar o que realmente deseja - e mantenha a calma ao se expressar. 2. Se algo o incomoda, diga com todas as letras. Ele não vai adivinhar sozinho, mas tenha o cuidado de manter o foco em você, não no outro. Por exemplo, evite acusar com frase como "você me magoa". No lugar, diga "eu fico chateada quando...". 3. Seja oportuna: não espere a hora de deitar para abordar um assunto sério, não ligue no trabalho para dicutir a relação nem interrompa o programa predileto dele para contar todas as novidades do seu dia-a-dia. Tente se colocar no lugar do outro. Você gostaria que ele fizesse isso com você? 4. Se quer perguntar algo ao seu parceiro, evite o tom inquisitório, de cobrança, mas seja clara. Por exemplo: "você prefere sair ou ficar em casa?" Parece bobagem, mas ajuda. 5. Nada de julgamentos precipitados. Se acha que ele está calado porque anda bravo com você, pergunte se é isso mesmo. Pode ser por uma razão que você nem imagina! 6. Para tratar de temas pessoais, escolha um lugar reservado. Olhar diretamente nos olhos irá ajudá-lo a manter o foco. 7. Quando ele falar com você, não o interrompa mil vezes. 8. Se receber alguma crítica, tenha a humildade de examinar a situação. Caso necessário, peça desculpas.

Resposta 10:

10 DICAS PARA AQUECER SUA VIDA SEXUAL
Por: Carlos “Catito” Grzybowski
Sem muita preocupação com conceitos psicológicos,
apresentamos a seguir algumas dicas para você aquecer
sua vida sexual sem ferir os princípios cristãos e
entristecer ao Criador do homem e da mulher. Leia com
seu cônjuge e procurem colocar em prática.
Passeando por uma livraria na sala de embarque de um
aeroporto, deparei-me com uma quantidade de livros que
estimulam a imaginação sobre o relacionamento sexual. Tratam-se de
livros destinados tanto a homens quanto a mulheres e que contém
promessas implícitas de felicidade já em seu título: “Como enlouquecer
um homem na cama”; “Como enlouquecer uma mulher na cama”; “120
maneiras de fazer amor...”; etc.
Entretanto o que observei ao folhear os referidos livros, é que todos
partem do mesmo pressuposto: que o prazer sexual é algo meramente
fisiológico, glandular e que, com a devida estimulação, pode-se chegara
um nível de satisfação jamais imaginado.
O grande equívoco dos autores é que o prazer sexual restringe-se ao
biológico. Esta é apenas UMA dimensão do prazer sexual e, por incrível
que pareça, a mais básica e fundamental das dimensões, alcançável por
quaisquer animais ‘inferiores’ da zoologia.
A sexualidade humana tem dimensões que ultrapassam em MUITO o nível
fisiológico, embora o mesmo de forma alguma deva ser desprezado ou
menos valorizado. Entendo que o principal órgão sexual do ser humano é o
seu cérebro. Prova disto é que basta um homem fechar os olhos e
imaginar uma cena sexual que ele já tem capacidade de ter uma
excitação em seus órgãos genitais.
Bem, qual a implicação deste fato? A principal dela é que o prazer sexual
é intensificado pela nossa imaginação. Isso é facilmente comprovado
quando vemos a enorme quantidade de dinheiro que é movimentada pelos
chamados “disk-sexo” e pelos sex-shops e outras formas de
investimento na imaginação, mesmo que baseados em pura perversão
muitas vezes (como os instrumentos de sado-masoquismo que prometem
intensificar o ‘prazer’).
Partindo do princípio que a nossa mente é a principal responsável por
nosso prazer sexual, podemos enfatizar algumas dicas para incrementar
este prazer ao modelarmos nossas mentes nesta direção:
DICA 1: Solidifique o vínculo
Para se ter prazer numa relação, a pessoa precisa estar o mais relaxada
possível. As tensões conspiram contra a obtenção de um alto grau de
prazer. Assim o quanto mais relaxado se puder estar durante a relação,
mais efetivo será o prazer alcançado. Embora em alguns veículos de
mídia se afirme que pessoas que tiveram relações casuais em um
elevador ou em um banheiro de restaurante tiveram intenso prazer, o
que na verdade ocorre é que tais pessoas confundem o prazer sexual com
a ansiedade e que o que elas tiveram é uma descarga intensa de
ansiedade pela circunstância como ocorreu o ato sexual e confundem o
alívio da ansiedade com prazer.
Para estar relaxado é preciso ter uma confiança plena no outro e isso
acontece na medida que o vínculo que se tem é sólido. Ter uma relação
estável, duradoura, de aberta confiança é de extrema importância para
estar relaxado durante o relacionamento sexual e poder entregar-se
plenamente ao outro, desfrutando assim de maior prazer.
DICA 2: Mantenha uma comunicação aberta
Um outro elemento importante para se incrementar o prazer no
relacionamento sexual é o conhecimento do outro. Saber o que agrada e
o que desagrada o outro, quais são as formas como o outro espera que
você se aproxime e inicie o relacionamento sexual e quais são os
eventuais que o outro tem acerca da sexualidade, são elementos de vital
importância na construção da intimidade e estas coisas só se obtém
através de uma comunicação aberta e transparente. Sem esta
comunicação haverá sempre uma “pressuposição de conhecimento”
podendo gerar muitos equívocos ou ainda uma desconsideração do outro.
Muitos casais não conseguem conversar sobre sua intimidade e
acreditam que o outro deva saber tudo sobre ele(a), como se o outro
tivesse uma ‘bola de cristal’ e assim vão levando uma vida sexual
medíocre por falta de conhecimento do outro e de diálogo sobre a
sexualidade, ou limitam a sexualidade apenas à dimensão fisiológica,
desfrutando de um prazer muito limitado e acreditando que é o máximo
que podem alcançar.
DICA 3: Esteja presente emocionalmente
Isto tem a ver com o interesse pelo outro como pessoa integral e não
somente pela genitália do outro. Casais que desenvolvem um alto grau de
interesse um pelo outro entendem que no ato sexual não estão apenas
usando o cônjuge como um objeto de satisfação de seus desejos sexuais,
mas que o sexo transcende a isso – como expressão complementar de um
afeto profundo.
Quando o outro é apenas usado – como se fosse um objeto que eu jogo
fora depois de não precisar mais – o máximo que a pessoa vai conseguir é
um orgasmo fisiológico. E alguns acreditam que não se pode conseguir
mais que isso na relação sexual. É como se estivessem fazendo sexo com
uma prostituta, que regula o tempo e que não tem o menor interesse em
você como pessoa – você vale pelo que pode pagar, nada mais que isso.
Numa relação sexual onde se está presente emocionalmente, o outro é
pessoa na relação e os interesses do outro são importantes. Há um
desejo de agradar o outro (que é mútuo) e não apenas de usar o outro e
nesta mutualidade o prazer se intensifica.
DICA 4: Desenvolva um alto grau de preocupação pelo outro
De certa forma este item está relacionado com o anterior. Para um
desfrute intenso da relação sexual é necessário se estar atento e
preocupado com o outro. O outro deve ser a pessoa mais importante em
sua vida – acima de filhos, pais ou qualquer outra pessoa.
Saber de detalhes do dia-a-dia, das frustrações e alegrias, das angústias
e necessidades do cônjuge leva a uma sintonia fina com o mesmo e um
sentimento de unidade relacional que facilita o entregar-se plenamente
no momento da relação. Quando se tem a liberdade de entrega plena na
relação, com a redução de todas as tensões, ansiedades e medos de ser
usado, com certeza se desfruta de uma maior intensidade de prazer.
DICA 5: Assegure um clima de confiança e fidelidade
Sem um clima de confiança não há verdadeira entrega. Ninguém se
entrega plenamente ao outro se não puder confiar totalmente nesta
pessoa. Isso está intimamente relacionado com os demais itens acima, em
especial com a transparência na comunicação.
Em minha experiência de mais de 25 anos como terapeuta de casais e de
famílias, tenho observado que quando se convive intimamente com outra
pessoa, não se consegue esconder algo dela por muito tempo. Quando se
tenta esconder algo, a relação se desestabiliza através de pequenos
sinais e vai criando um clima de desconfiança, culminando na descoberta
do que estava se tentando esconder – mesmo que isso leve algum tempo:
às vezes anos – mas SEMPRE é descoberto. Isso acaba gerando DOIS
problemas: o primeiro é o fato que se tentou esconder e o segundo é a
tentativa de esconder propriamente dita.
Desta forma, através de uma comunicação transparente, eliminam-se as
fantasias da “grama mais verde do vizinho”, pois esteja certo que quando
a grama do vizinho parece mais verde, o principal motivo é que você não
soube cultivar bem a sua!
DICA 6:Crie um ambiente “erótico” permanente
Não se deve confundir erotismo com pornografia. Um ambiente erótico
permanente não significa assistir filmes pornográficos com o cônjuge,
nem ir a boates de strip-tease. O que quero dizer com um ambiente
erótico permanente é que não se pode estar o dia todo indiferente ao
outro e à noite querer ter relações sexuais.
Pelo contrário, deve-se manter a eroticidade saudável de troca de
abraços e beijos durante todo o tempo. Mesmo nos dias em que não se
deseje manter relações sexuais. Isso vai assegurando ao outro que ela(e)
é importante e desejável todo o tempo e não apenas quando eu ‘preciso
satisfazer meus desejos’.
Há casais que acham que abraçar e beijar deve ser SEMPRE um
preâmbulo da relação sexual – nada mais falso que isso! Abraços e beijos
são expressões de ternura e carinho e devem estar presentes o tempo
todo no relacionamento do casal. Quando isso não ocorre o
relacionamento se empobrece. Além de ser um excelente referencial
para os filhos, dando-lhes a segurança que seus pais se amam e que vão
permanecer juntos cuidando deles – assim eles tem o mínimo de
preocupações para limitar o desenvolvimento de todas suas
potencialidades.
DICA 7: Seja criativo
A criatividade é um quesito importantíssimo no relacionamento conjugal.
Falo da criatividade nos mais diversos aspectos. Seja criativo desde
planejar um passeio a pé na vizinhança ou o preparar um almoço juntos,
até a criatividade de um presente inesperado para comemorar o dia do
nada!
A rotina não-criativa pode ser esmagadora para o relacionamento
conjugal. Isso não significa que é necessário mudar as rotinas todos os
dias. O que é necessário é incrementar detalhes nas rotinas. Por
exemplo: pode-se arrumar a “mesa do jantar” do sábado no chão da sala
e desfrutar de um piquenique ‘indoor’ com toda a família, só para variar
um pouquinho.
DICA 8: Divirtam-se juntos
Há casais que fazem de seu relacionamento um diálogo de velório. Só
falam de problemas, doenças, quem morreu ou quais dívidas precisam ser
pagas. Jamais riem juntos ou contam algo engraçado que lhes aconteceu
durante o dia.
Para divertir-se juntos não é preciso ir ao cinema ou ao teatro toda a
semana, nem fazer maravilhosas viagens de férias. É preciso desenvolver
um senso de humor que esteja presente todos os dias nas pequenas
coisas. Rir de si mesmo e do outro nas trapalhadas que todos cometemos
no cotidiano torna o ambiente familiar mais relaxado e a intimidade mais
espontânea – além de produzir serotonina, um neurotransmissor
responsável por sentimentos de bem-estar. E quando nos sentimos bem,
temos mais disposição para a relação sexual.
DICA 9: Cultive a ternura
Mostre a seu cônjuge que seu interesse não é só no corpo dele ou dela,
mas na PESSOA integral! A ternura se manifesta em pequenas
expressões, em olhares ternos, em gestos de solidariedade e apoio. Não
é tão importante fazer longas declarações de amor quanto secar uma
louça ou separar documentos para a declaração do imposto de renda para
ajudar a pessoa a quem se ama.
São gestos que denotam que você se preocupa efetivamente com o bemestar
do outro e que deseja ver o outro feliz nas várias dimensões da
vida. Um andar de mãos dadas na rua, um colocar o braço ao redor do
ombro do outro durante o sermão na igreja, uma palavra de muito
obrigado por uma ajuda necessária – são todos gestos de ternura que
fortalecem o vínculo e favorecem a entrega total ao outro,
incrementando o prazer no momento da relação sexual.
DICA 10: Seja Sensual
Existem casais que tornaram a relação sexual uma rotina tão aborrecida
que nunca desfrutam de um prazer verdadeiro. Acham que depois de
alguns anos de casado já não precisam se arrumar para agradar o outro
esteticamente – especialmente os homens são campeões de relaxamento
neste quesito.
A sensualidade não passa por vestir fantasias com máscaras ou
apetrechos como a mídia às vezes veicula, mas passa sim pelo cuidado
com si mesmo ao relacionar-se com o cônjuge.
Nisso é MUITO importante o asseio pessoal! Nenhum cônjuge vai ser
despertado ao prazer da relação se o outro estiver fedendo a suor ou
chulé! Deve-se tomar um bom banho, colocar um perfume atrativo (não
demasiado, nem enjoativo), usar vestimentas bonitas – não o velho pijama
de flanela com o joelho esgarçado, escovar os dentes para um hálito
agradável, enfim ter os cuidados que se tinha quando saíam para namorar
quando se conheceram.
Também é importante o cuidado com a saúde pessoal. Não um hedonismo
(culto ao corpo), mas um cuidado saudável para mostrar-se atraente ao
outro. Há pessoas que depois que se casam pensam que não precisam mais
cuidar da aparência porque isso já não é importante ao outro e então
engordam 50, 60 quilos, não cuidam dos cabelos ou das unhas, enfim vão
relaxando de uma forma geral e acabam adoecendo de várias maneiras e
causando um afastamento do outro.
Não é preciso ir à academia malhar todos os dias, mas creio que manterse
em bom estado de saúde e em certa forma física, dentro de
parâmetros aceitáveis para a idade que se tem são bons promotores de
proximidade relacional e de saúde sexual do casal.
Conclusão
Talvez alguns leitores estejam decepcionados com o conteúdo do artigo
pois esperavam, quem sabe, algumas sugestões de formas diferentes de
se manter relações sexuais ou mesmo posições excitantes do tipo Kama
Sutra, porém estou convicto, após 25 anos como terapeuta de casais, que
o que REALMENTE gera um profundo prazer no relacionamento sexual
transcende EM MUITO à dimensão fisiológica do ato em si e tem relação
com a unidade mais profunda – uma unidade de alma – que vincula, relaxa
e permite uma entrega incondicional, e esta sim está na base de um
verdadeiro desfrute entre o casal!
Carlos “Catito” Grzybowski é psicólogo, terapeuta familiar. É Mestre em
Psicologia. Autor de vários livros, entre os quais: “Macho e Fêmea os
criou: celebrando a sexualidade” e “Como se livrar de um mau casamento”
– Editora Ultimato. Coordenador de EIRENE do Brasil
(www.eirene.com.br)
Fonte: www.clickfamilia.org.br

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